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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Curdos iraquianos buscam Curdistão livre





Ao lado mapa de região reinvindicada pelos curdos 

UND: Há 30 anos os curdos do sudeste da Turquia buscam maior autonomia em relação a Ankara e a repressão turca ao movimento separatista curdo, já deixou mais de 40 mil mortos segundo estimativas.
Nos últimos dias por conta do conflito interno na Síria, entre governo e grupos rebeldes de oposição ao regime de Assad, a entidade curda que vive no nordeste da Síria,proclamou maior autonomia administrativa em relação a Damasco.
No norte do Iraque, há anos os curdos adquiriram dentro do próprio Iraque maior autonomia e que foi reforçada após a queda do regime de Saddam Hussein, por conta de intervenção militar aliada comandada pelos EUA em 2003 naquele país do O.Médio. O Curdistão iraquiano extrai partes das benesses petrolíferas,  vive um tipo de país a parte e é mais estável do que em relação ao ainda conturbado Iraque.  
Também existem curdos instalados no noroeste iraniano, mas nunca relatado perturbações separatistas em relação a Teerã e uma porcentágem em menor escala nos territórios das ex-Rep.Soviéticas do Cáucaso sul, Armênia e Azerbaijão.
Com isso a população curda espalhada por estes países e que não tiveram seus interesses respeitados pelas potências européias, que redefiniram as fronteiras do O.Médio, atendendo aos interesses das grandes potências e sufocando os anseios de uma população curda hoje em torno de 26 milhões de habitantes. E assim movimentos políticos curdos variados nestes estados, buscam ao seu modo, constituir as estruturas de um país que possa a vir ser reconhecido como tal. Porém não será uma tarefa fácil e também não será um sonho impossível de se realizar. As terras curdas espalhadas por estas nações soberanas, é ainda motivo de cobiça por conta dos ricos recursos energéticos nelas encontradas são os espinhos que tentam atrapalhar a busca pela auto-determinação dessas populações curdas.
Segue texto abaixo



Independência curda do Iraque em cinco anos, diz KRG Advisor

 

Por RUDAW  29/1/2014
Political analysts say that Kurdistan’s stability, inside a region in turmoil, has raised its status as a secure anchor to promote greater peace in the Middle East. Photo by Zhenar Omar
Analistas políticos dizem que a estabilidade do Curdistão, no interior de uma região em crise, elevou seu status como uma âncora segura para promover uma maior paz no Oriente Médio.Omar
Foto por Zhenar Omar
 
Arbil,  Região do Curdistão - Dentro de cinco anos, a região do Curdistão autônomo no norte do Iraque vai declarar a  independência, de acordo com um consultor de energia sênior do Governo Regional do Curdistão (KRG).
"Curdistão vai se livrar de seu status como uma região autônoma dentro do Iraque", disse Ali Balu, ex-chefe da comissão de petróleo e gás do parlamento iraquiano. "Um plano está em andamento para que  o Curdistão passe a  ser um Estado independente no futuro próximo", ele disse.
Balu acredita que os planos e os preparativos estão sendo feitos no cenário internacional que visa a independência declarada, que segundo ele será impulsionado pela posição geoestratégica do Curdistão e reservas energéticas ricas.
Ele disse que a participação do presidente do Curdistão, Massoud Barzani, no Fórum Econômico Mundial, em Davos abre o caminho para o reconhecimento internacional do Curdistão como um estado independente.
Um deputado da União Patriótica do Curdistão (PUK) também acredita que o petróleo desempenha um papel crucial na realização do caso pela independência curda do Iraque.
"A existência de companhias internacionais de petróleo colocou a região do Curdistão no radar", disse o MP do Legislativo curda. Ele disse que o óleo tinha levantado posição política e económica internacional do Curdistão.
Analistas políticos dizem que a estabilidade do Curdistão, no interior de uma região em crise, elevou seu status como uma âncora segura para promover uma maior paz no Oriente Médio.
"A região do Curdistão não é um estado, mas tem um papel na estabilização do Oriente Médio", observou o Dr. Jutyar Adil, professor de ciência política na Universidade Salahaddin.
A região do Curdistão senta em cerca de 45 bilhões de barris de reservas de petróleo e mais de 110 trilhões de pés cúbicos de gás.  Ele fez concessões de petróleo e gás para algumas das maiores empresas de energia do mundo, incluindo a ExxonMobil, a Gazprom Neft, Total e Chevron.
No ano passado, o enclave curdo também assinou um pacote de energia de bilhões de dólares com a vizinha Turquia, que inclui a construção de um segundo oleoduto e um para gás.
Presidente Massoud Barzani  do Curdistãotem alertado repetidamente que os curdos vão sim buscar a independência se Bagdá continua a violar os seus privilégios constitucionais, incluindo o direito de exportar petróleo e receber 17 por cento do orçamento nacional.
A KRG e Bagdá estão  em desacordo sobre o petróleo, o orçamento, as forças Peshmarga curdas e territórios em disputa reivindicados por ambos os lados.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Curdistão Livre:

UND: Como já pilharam o Iraque depois de uma saraivada de mentiras deslavadas oficiais  do governo W. Bush  sobre as ADM de Saddam, para assim  justificarem em 2003 a invasão ao Iraque pelos EUA, o que  vimos foi  a deposição de Saddam e a ascensão de figuras um tanto mais maleáveis naquele contexto aos interesses dos EUA e seus aliados, durante o período de intervenção que se seguiu até 2011 no Iraque.
Nestes últimos 10 anos e indo para 2 anos que as forças do Tio Sam deixaram o Iraque, o país árabe não conseguiu  nem se quer ser estabilizado e afastar-se do fantasma de uma guerra civil sectária.
O país continua mergulhado em problemas crônicos decorrentes de tempos de guerra e deixado a própria sorte para que encontre uma solução para suas questões mais proeminentes , mas estes tendem a não serem resolvidos  por conta da ingerência externa que tenta delinear os rumos que o país Iraque deve tomar.
As áreas que compreendem o sul da Turquia, noroeste do Irã, norte do Iraque, nordeste da Síria, estas  são habitadas por população de orígem curda ( não árabe) que professam o islã sunita em sua maioria, esta população deseja ver  uma nação curda independente.
Porém interesses de grandes potências que dividiam o mundo ao seu bel prazer, não só na Ásia, mas como na África entre os séculos 19 e 20, nunca levaram em consideração questões étnico-culturais e religiosas e assim não foi diferente com áreas predominantemente curdas supra citadas. A maior parte de uma  população curda de estimados 26 milhões, vive no sul da Turquia e o segundo maior contingente desse grupo, vive no norte do Iraque e outra parte restante entre Irã e Síria, sendo também encontrados curdos nas ex-rep.soviéticas caucasianas da Armênia e Azerbaijão.
A peculiaridade é que o norte do Iraque curdo, é onde se tem grandes receitas por conta do petróleo e a região vive de fato uma certa autonomia administrativa dentro do Iraque, desde os tempos de Saddam, que perseguia a população daquela região. Este status quo de semi autonomia é o que vem garantindo um padrão melhor a população e mais estabilidade em comparação com o restante instável do Iraque.
Mas nem tudo é flores, como há um movimento ativo de separatistas curdos atuantes desde meados dos anos 80 no sul da Turquia, onde a guerrilha curda PKK- Partido dos Trabalhadores do Curdistão, age contra interesses turcos, reinvindicando maior autonomia aos curdos daquela região. De 1984 até hoje são mais de 30 mil o número de mortos em confrontos entre forças turcas e rebeldes separatistas curdos. Muitos desses guerrilheiros curdos ligados ao PKK se refugiam nas áreas montanhosas do curdistão iraquiano, o que faz com que forças turcas venham algumas vezes a realizarem ações no norte curdo iraquiano. No momento representantes  curdos do PKK e autoridades oficiais turcas tentam chegar a um acordo de paz para a região curda turca.
Há interesses no entanto e principalmente dos EUA que haja esta paz, e que a região curda iraquiana se separe do Iraque e ofereça mais um ativo de confiança não só energética no quesito petróleo, mas estratégica para os EUA em meio ao O.Médio.
Claro que num caso que venha uma das partes das áreas curdas ganhar reconhecimento, as outras vizinhas que estão dentro da Turquia, Irã e Síria, buscarão a independência ( estes são  os riscos que devam ser levados em consideração ) e que se  possível levará a  união num hipotético Estado curdo livre. Porém em contrapartida, será que nesta movimentação de fronteiras e de interesses, Irã e Síria deixarão suas áreas com minorias curdas buscarem seu lugar ao sol numa realidade de um Estado Curdo Livre? O próprio governo iraquiano do xiita N.Al Maliki ( vide texto abaixo ) vem comprando armas dos EUA e ao mesmo tempo se prepara para impedir que a região curda iraquiana se separe. EUA sabem que não podem muito gastar de suas boas fichas com um governo iraquiano que vive a sombra do Irã xiita. A Síria, já ocupada com problemas demais, não tem nem mexido com sua população curda e nem os curdos sírios tem mostrado tanto apetite de se juntar a bandeira da oposição síria contra Assad. Assim como as áreas curdas sírias vem se tornado um novo porto seguro para rebeldes do PKK que agem contra Turquia. A Frente curda é outro fosso que pode ser uma fase de ignição para uma crise que pode porventura envolver interesses de muitos países em detrimento daquela população.
http://drumbun.com.br/wp-content/uploads/2012/04/map-curdistac3a3o.gifVeja o mapa do Curdistão
Assim vejo esta situação deixando a vocês meu ponto de vista a partir da informação abaixo.
Por Daniel Lucas


EUA estão preparando nos bastidores uma independência curda em relação ao Iraque?

  Ofertas do petróleo poderia ser um incentivo forte para mudança de posição da Administração

Os militares dos EUA pode ter retirado do Iraque, mas a maior decisão política dos EUA sobre o país pode ainda estar por vir, na forma de um endosso administração potencial para secessão curda .
  Disputa entre o cada vez mais impopular primeiro-ministro Nouri al-Maliki e o Governo Regional do Curdistão (KRG) deixam cada vez mais perto de um conflito militar direto .  Líderes curdos têm sugerido que a única razão  de Maliki ainda estar comprando armas dos EUA é porque ele cogita atacar o Curdistão e eliminar seu status semi-autônomo, e precisa de melhor equipamento para enfrentar os combatentes   do KRG.
Os EUA sempre apoiaram o Curdistão, a um ponto. A mudança para  um abertamente apoio a secessão seria um grande problema, mas os incentivos financeiros para tal camisa poderia ser significativa, com o governo central e GSAC-Governo Semi-Autônomo do Curdistão brigando  pelas receitas do petróleo, e a ofertas de GSAC cada vez mais beneficiando empresas norte-americanas , em detrimento dos contratos iraquianos.
Isso pode parecer cínico, mas não está fora de sintonia com a política histórica dos EUA na região, o que tem-se centrado em torno do petróleo. O papel de Maliki como um aliado do Irã pode fornecer ainda uma outra desculpa para abandoná-lo em favor de um Curdistão independente e de negócios lucrativos para a Exxon-Mobil.
O intervencionista American Enterprise Institute, também emitiu um documento político sugerindo que eles acreditam que o momento para essa mudança está se aproximando, dizendo que uma transição bem sucedida do poder após as próximas eleições curdas poderia ser apresentado como prova os curdos "merecem" independência na estimativa dos EUA.
O principal motor contra a independência curda sempre foi a Turquia, mas com as negociações de paz progredindo com o PKK, esse obstáculo pode muito bem ser removido em breve, bem como, preparando o palco para o salto  dos EUA a bordo do break-up do Iraque, depois de passar grandes quantidades de dinheiro e tropas tentando desesperadamente manter a nação unida.
Antiwar.com